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Não confie muito na tabelinha, advertem cientistas

As mulheres, que buscam engravidar ou evitar a concepção regulando as relações sexuais de acordo com o suposto período fértil de seu ciclo, devem pensar duas vezes, advertiram nesta sexta-feira pesquisadores do National Institute of Environmental Health Sciences, em Durham, na Carolina do Norte.

O período fértil da mulher, os seis dias de cada mês em que tem mais probabilidade de conceber, é extremamente difícil de se determinar, mesmo para aquelas que têm ciclos regulares, afirmaram.

Em estudo publicado no British Medical Journal, os pesquisadores examinaram o período de ovulação, determinado pelo aumento nos níveis de hormônios femininos, de 213 mulheres que queriam engravidar.

Apenas 30 por cento das mulheres tiveram o período fértil entre o décimo e o décimo quarto dia do ciclo, que são os dias fixados como tal pela tabelinha dos médicos. E pelo menos 10 por cento das mulheres com ciclos regulares estavam férteis em qualquer dia entre o sexto e vigésimo primeiro.

Probabilidades

Os pesquisadores descobriram, ainda, uma probabilidade entre um por cento e seis por cento de a mulher estar fértil todos os dias.

"Nossos dados sugerem que são poucos os dias do ciclo menstrual durante os quais algumas mulheres podem não ficar grávidas," disseram,

"As mulheres devem ser alertadas de que nenhum método de calendário é completamente eficiente," acrescentaram em referência ao uso da tabela como método anticoncepcional.

"Se não querem usar outros métodos de controle, devem ser muito, muito cuidadosas e usar um método de monitorar sua própria biologia em vez de simplesmente confiar no calendário," explicaram.

"Há um pico na probabilidade para as mulheres no meio do ciclo, mas a probabilidade não acaba ali, se estende aos dias bem no início e bem no final do ciclo menstrual," disse dr. Allen Wilcox, epidemiologista do instituto. "Ficamos surpresos de ver como o período fértil é variável."

O epidemiologista disse que ainda não foi feito um estudo mais abrangente sobre a ovulação em um grupo maior de mulheres de modo a se poder determinar o quando os períodos variam.

Em outro estudo também publicado no BMJ, médicos do Centro Latino-Americano de Perinatologia e Desenvolvimento Humano, no Uruguai, afirmou que mulheres com período muito curto ou muito longo entre uma gravidez e outra têm um risco maior de complicações.

No estudo que envolveu 400.000 mulheres na América Latina e Caribe, uma diferença de menos de seis meses estava associada com um risco maior de morte materna, anemia, infecção e hemorragia na gravidez tardia.

As mulheres com diferenças de 59 meses ou mais entre os períodos de gestação têm maior probabilidade de desenvolver pré-eclampsia e eclampsia, complicações potencialmente fatais tanto para a mãe quanto para o bebê.

(Com informações da France Presse e Reuters)

Fonte: CNN

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