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| Estudo relaciona prática de mountain bike à infertilidade masculina |
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Os adeptos de esportes radicais que se cuidem. Ao menos um deles, o mountain bike, acaba de ser associado à redução da fertilidade masculina, segundo um pequeno estudo austríaco. O resultado do estudo aumenta a polêmica sobre a prática do ciclismo e a função sexual masculina. Os cientistas sugerem que a vibração e os freqüentes solavancos a que estão expostos os praticantes do esporte, devido ao terreno acidentado em que é praticado, pode causar anormalidades. Entre elas estão pequenas cicatrizes dentro do escroto e desequilíbrio na produção de esperma. O problema foi identificado em praticantes profissionais de mountain bike e de outros esportes radicais em bicicleta. Esportistas assim percorrem ao menos 4.800 quilômetros por ano - ou passam, em média, mais de duas horas por dia, seis dias por semana, em cima de uma bicicleta. O Dr. Ferdinand Frauscher, especialista em urologia e radiologia do Hospital Universitário de Innsbruck, na Áustria, disse que avaliou cerca de 55 ávidos praticantes de mountain bike e descobriu que uns 90 por cento deles tinham baixa contagem de esperma e anormalidades escrotais. Somente 26 por cento dos 35 homens que não praticavam mountain bike que o Dr. Frauscher também estudou apresentaram problemas semelhantes, segundo a pesquisa apresentada esta semana no encontro anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. É incerto ainda dizer que as anormalidades sejam graves o bastante para impedir que estes homens gerem filhos, mas alguns dos pesquisados confirmaram dificuldades nesse aspecto, segundo o médico. Os participantes do estudo têm idades entre 17 e 44 anos. O estudo acompanhou mais a infertilidade do que a impotência, que foi relacionada ao ciclismo recreativo numa pesquisa amplamente divulgada, em 1997. As primeiras descobertas, do Dr. Irwin Goldstein, da Universidade de Boston, foram interpretadas por muitos aficionados do ciclismo como um alerta aos homens para que evitem qualquer esporte com bicicleta. Sem motivo para alarme Alguns médicos pensam que as descobertas de Goldstein foram exageradas, mas a questão logo gerou uma pequena indústria de bicicletas com assentos projetados para evitar a compressão das artérias do pênis - que, segundo o pesquisador, é o que ocorre durante a prática do ciclismo. Segundo o Dr. Frauscher, estes problemas podem ocorrer devido a assentos estreitos, daqueles usados em corridas. Os selins mais novos são mais largos e têm buracos para evitar a pressão, mas não teriam como evitar os danos ao escroto descobertos no estudo austríaco. O Dr. Frauscher disse que os homens não deveriam evitar a prática de mountain bike devido aos resultados do estudo, mas seria bom que investissem em bicicletas com absorção de choque ou sistemas de suspensão projetados para reduzir os solavancos. O Dr. Robert Kessler, urologista da Universidade de Stanford, mostrou ceticismo quanto às descobertas do Dr. Frauscher. Veias varicosas no escroto, que estavam entre as anormalidades relacionadas à prática esportiva, costumam ser congênitas e não ligadas a traumas, disse Kessler. "Isso não faz sentido", disse Kessler. O Dr. Eduardo Randrup, urologista da Clínica Ochsner, em Nova Orleans, disse que a ligação é plausível, mas não chega a ser motivo para alarme. O dano descoberto por Frauscher "bem pode ser reversível" e possivelmente não ocorreria com a prática recreativa do ciclismo, disse Randrup. O Dr. Sangili Chandran, especialista em medicina esportiva do Christ Hospital and Medical Center, em Chicago, disse que outros estudos chegaram a resultados semelhantes, mas que, como o do Dr. Frauscher, foram muito pequenos para ser conclusivos. Mesmo que os resultados sejam confirmados em futuros estudos, poucos adeptos do mountain bike estão percorrendo quilômetros suficientes para se preocuparem com problemas de infertilidade, segundo Chandran. (Com informações da Associated Press) Fonte: CNN |
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