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Estudo mostra que uso de desfibrilador não exige experiência
   

Um estudo realizado em três aeroportos de Chicago foi o primeiro a avaliar o uso de desfibriladores cardíacos por pessoas comuns, sem treinamento especial. A pesquisa mostra que mesmo em mãos leigas, esses aparelhos podem salvar vidas.

Os desfibriladores estão sendo disponibilizados por toda parte nos Estados Unidos. Muitos especialistas querem que esses aparelhos simples e automatizados sejam instalados em aeroportos, shopping centers, cassinos, estádios, escolas e até em residências. O objetivo é salvar as vítimas de paradas cardíacas repentinas.

W. Douglas Weaver, médico do Henry Ford Heart Institute, em Detroit, disse que há evidências suficientes para que os desfibriladores sejam instalados em locais públicos e em residências.

O estudo, patrocinado pela cidade de Chicago, foi publicado no The New England Journal of Medicine.

As paradas cardíacas repentinas - causadas por ataques cardíacos, doença coronariana, acidentes ou outros fatores - atacam cerca de 250 mil norte-americanos adultos por ano, fora dos hospitais. Cerca de 95 por cento morrem antes de receber atendimento médico.

As pessoas têm chances de sobrevivência muito melhores se passam pelo processo de desfibrilação, que restaura o batimento cardíaco normal poucos minutos depois da parada cardíaca. Ambulâncias em geral não conseguem chegar até a vítima com seu equipamento de resgate em menos de dez minutos.

Pequenos, fáceis de operar, os desfibriladores que automaticamente detectam o ritmo do coração e decidem se ele precisa de um choque foram desenvolvidos nos últimos 20 anos.

Os desfibriladores de dois quilos do estudo de Chicago foram distribuídos como extintores de incêndio nos aeroportos de O´Hare, Midway e Meigs Field. Com metade do tamanho de uma torradeira, trazem instruções escritas e gravadas.

Durante os dois anos do estudo, alguém tentou usar um dos desfibriladores em cada um dos 18 casos testemunhados de parada cardíaca. Onze pessoas foram ressuscitadas.

"Foi extraordinário, nunca pensamos que teríamos esses resultados", exultou Sherry Caffrey, paramédica que organizou o projeto com o auxílio da Universidade de Chicago.

Embora o pessoal do aeroporto fosse treinado para usar os aparelhos, seis dos que realizaram os primeiros-socorros nos 11 sobreviventes eram pessoas que estavam passando pelo local, sem ligação com o estudo ou qualquer experiência com as máquinas.

(Com informações da Associated Press)

Fonte: CNN

Publicado em: 21/10/2002

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