Preparados para o atendimento de pacientes criticamente doentes, geralmente vítimas de acidentes, doenças graves, pós-operatórios cardíacos e neurológicos, os fisioterapeutas exercem papel fundamental nas Unidades de Tratamento Intensivo - UTIs.
Dentre as condições mais freqüentes dos pacientes internados em UTIs, encontra-se a insuficiência respiratória aguda, decorrente de traumatismos ou doenças que limitam o organismo de manter os níveis adequados de oxigênio e gás carbônico circulando no sangue e nos tecidos.
A respiração artificial é uma das estratégias de suporte de vida que garante ao paciente a manutenção da respiração através do auxílio de uma máquina enquanto se trata a doença de base. Este importante procedimento feito pelo fisioterapeuta, especializado em mecânica pulmonar, utilizando técnicas de ventilometria, manovacuometria, espirometria baseia-se em estudos funcionais dos músculos respiratórios. A partir de uma análise criteriosa, o fisioterapeuta propõe intervenções que visam a melhora da mecânica pulmonar, do controle de espasmo dos brônquios e da desobstrução pela remoção das secreções presentes nos pulmões e na traquéia.
Paralelamente, o fisioterapeuta administra técnicas especiais para prevenir e tratar os efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito. Esta ação constitui hoje uma abordagem de rotina, o que até favorece um menor tempo de internação e a volta mais precoce do indivíduo ao convívio familiar e ao trabalho.
Durante a internação, o fisioterapeuta provê o cuidado necessário à preservação da função dos músculos respiratórios, medida de grande valor para que o paciente possa reassumir o controle de sua respiração espontaneamente.
Os resultados destas avaliações funcionais permitem a elaboração e coleta de diversos parâmetros que são registrados, analisados e comparados diariamente, permitindo ao profissional tomar decisões sobre as melhores condutas a serem para cada caso.
Segundo Dr. Oséas Florêncio de Moura Filho, Presidente do IBF, a Fisioterapia encontra-se hoje em seu estágio mais acelerado de expansão científica e cultural. O fisioterapeuta, por sua vez, desde o inicio de sua formação na universidade, vem se preparando através de um preciso aprofundamento das ciências da Saúde e ao mesmo tempo, atualizando-se e aprofundando-se no aspecto cultural da sociedade.
Fonte: ABN - Notícias