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Fumaça de maconha é mais tóxica que de cigarro.
   

Ao contrário do que os usuários de maconha afirmam um baseado não faz menos mal que um cigarro. Pesquisadores do Departamento de Saúde do Canadá publicaram estudo na revista "New Scientist", no qual afirmam que detectaram 20 vezes mais amônia - responsável pelo câncer - na fumaça da droga.

Além disso, ao fumar maconha, a pessoa recebe cinco vezes mais cianeto de hidrogênio e óxido de nitrogênio, causas diretas de doenças cardiovasculares. A pesquisa também mostrou pouca diferença nas concentrações de uma série de outros elementos químicos como o cromo, níquel, arsênico e selênio.

Contudo, a fumaça do tabaco gera mais infertilidade. Cientistas do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia já haviam divulgado no site da revista científica "Thorax", estudo que afirma: Fumar um cigarro de maconha tem as mesmas conseqüências que fumar entre 2,5 e 5 cigarros de tabaco.

É bom que não se confunda o uso recreativo com o medicinal. Os médicos recomendam que os doentes utilizem comprimidos e essa pesquisa foi realizada pelo primeiro país que oficialmente comercializa maconha para fins medicinais. Desde 2003, pacientes com casos graves de artrite, de câncer, de Aids e de esclerose múltipla compram a droga do Governo do Canadá.

Histórico

Países como Espanha, França, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Áustria, Holanda e Portugal já admitem o uso da maconha para fins terapêuticos.

Em 1999, um comitê de ilustres cientistas estadunidenses, que forma o Instituto de Medicina, que integra a Academia Nacional de Ciências, a mais conceituada agência norte-americana de assessoria científica, emitiu um parecer que a maconha pode e deve ser utilizada para fins medicinais. 

O tradicional Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, a Universidade de Genebra (Suíça), a Universidade Complutense (Espanha), o Centro de Pesquisa Dinamarquês da Dor e o Instituto Scripps de Pesquisa (Estados Unidos), também já emitiram pareceres semelhantes.

Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento

Publicado em: 19/12/2007

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