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Esporte melhora qualidade de vida de portadores de paralisia cerebral.
   

O polybat - também conhecido como tênis de mesa lateral - é um esporte específico para deficientes físicos. Criado na Inglaterra nos anos 80, o jogo consiste em uma mesa, semelhante à utilizada para o tênis de mesa, só que sem a rede central e com bordas altas nas laterais para evitar que a bolinha saia para os lados. A raquete fica em contato com a mesa e a altura permite que o usuário de cadeira de rodas tenha fácil acesso. São poucas as informações sobre a prática do esporte no Brasil, mas uma pesquisa inédita realizada na Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp aplicou a atividade em pessoas com paralisia cerebral e desenvolveu uma estratégia de ensino para professores. Os resultados foram considerados excelentes.

O estudo foi realizado pela educadora física Aline Miranda Strapasson em seis freqüentadores, entre oito e 19 anos, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Palmas, no Paraná. Ela avaliou de perto as vantagens que o esporte trouxe para os deficientes. "Foram muitos os fatores positivos, como a melhora do controle da postura e do alcance nos movimentos. Também melhorou o equilíbrio na cadeira de rodas, a concentração, auto-motivação e aceitação da derrota", destaca Aline.

A partir dos resultados alcançados, a proposta da educadora é que se implemente o esporte em todas as escolas para crianças especiais do país. Segundo Aline, que está ligada à Apae desde 1997, o desenvolvimento dos deficientes poderia ter melhoras substanciais com a prática da atividade. "O esporte é pouco divulgado e mais praticado nas associações de deficientes físicos. Por isso, seria importante que os professores de Educação Física tivessem informações e fossem incentivados", explica.

Durante nove meses, ela introduziu o esporte semanalmente - por uma hora e meia, mais ou menos - com os alunos da Apae. Além de aspectos relacionados à reabilitação, as questões de sociabilidade também se constituíram um fator positivo do esporte. "As atividades estavam de acordo com as habilidades motoras dos alunos e os resultados foram obtidos por meio da observação sistemática e registrados no diário de campo", esclarece. Orientada pelo professor Edison Duarte, Aline descreveu sua experiência na dissertação de mestrado "Uma Proposta de Ensino do Polybat para Pessoas com Paralisia Cerebral".

Texto: Raquel do Carmos Santos
Fonte: Jornal da Unicamp

Publicado em: 10/11/2005

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