A equipe de pesquisadores dirigida por Jeremy Schmutz, do Centro de Genoma Humano Stanford, da Califórnia, Estados Unidos, acaba de concluir o mapeamento do cromossomo 5 do genoma humano, que está relacionado com algumas disfunções raras, entre elas a atrofia muscular espinhal.
Através dessa pesquisa foi possível concluir que o cromossomo 5 é um dos maiores do genoma, mas também um dos mais pobres em genes. Ele tem 177,7 milhões de pares-base.
Esse trabalho é um dos primeiros frutos da conclusão do projeto Genoma, que agora está possibilitando aos cientistas vasculhar os dados para analisar cada um dos cromossomos na busca de genes e variações genéticas apontados como causadores de doenças hereditárias. Até agora, mais de uma dúzia de cromossomos foram seqüenciados e analisados desta forma.
Dentro de alguns anos, já será possível prever se uma pessoa tem pré-disposição hereditária para desenvolver uma doença, ou mesmo ajudar na busca de medicamentos para deter ou reverter o mal, segundo o artigo publicado na revista científica britânica "Nature".
Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento