Cientistas do Oak Ridge National Laboratories, no Tennessee, Estados Unidos, desenvolvem uma técnica para retirar do espinafre alguns pigmentos que absorvem luz, para em seguida colocá-los nas células nervosas da retina.
Os experimentos iniciais comprovam que o pigmento fotossensível do espinafre faz com que as células nervosas voltem a reagir na presença de luz.
Esse pode ser um caminho para doenças degenerativas da retina, como a Retinose Pigmentar e a degeneração da mácula, que estão entre as causas mais comuns de cegueira no mundo.
Entretanto, algumas ressalvas devem ser feitas. Mesmo que dê certo, ainda não é possível saber por quanto tempo os implantes duram, nem se eles danificam as células nervosas. Além disso, a qualidade da visão também pode ser que não fique boa. Os pacientes podem acabar desenvolvendo uma visão parcial ou daltônica.
Contudo, os pesquisadores consideram que o procedimento fornece uma via mais fácil do que os implantes eletrônicos.
Estudos anteriores comprovam que é possível restaurar a visão com o estímulo elétrico das células nervosas, só não se sabe como fazer isso, se com pigmentos do espinafre ou com aparelhos de última geração.
Segundo dados obtidos com a Organização Mundial da Saúde, o número de cegos no Brasil seria estimado em aproximadamente 150.000 pessoas. Esse número serve apenas como base, uma vez que não existe estatística oficial sobre deficiência em nosso país.
Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento