Pesquisadores de Uganda e dos Estados Unidos publicaram esta semana um estudo na revista científica Lancet. Eles confirmaram a criação de um medicamento capaz de impedir a transmissão do vírus HIV das mães para os filhos.
Até hoje, era preciso que os bebês ingerissem AZT durante sete dias após o nascimento e as suas mães portadoras do HIV, tomavam a mesma droga a cada três horas durante todo o parto. Com esse novo medicamento, só é preciso uma dose única, válida para toda a gestação e o parto.
A nova droga chamada Nevirapine, também é conhecida como Viramune. O remédio foi testado em 600 mulheres e seus respectivos recém-nascidos. Depois de aprovado, passou a ser distribuída gratuitamente em toda África do Sul, pela companhia farmacêutica Boehringer, em uma iniciativa mais que louvável.
Entretanto existem restrições para o uso dessa nova medicação em larga escala. Especialistas alertam que tratamentos utilizando o Viramune podem fortalecer a resistência do vírus HIV a essa droga. Só na África, cerca de 30 milhões de mulheres estão grávidas. É claro que nem todas são soropositivas, mas o número revela a gravidade da questão e o mérito da descoberta.
Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento